Os melhores filmes de 2013 – A lista

Pra ser sincero, dia de Oscar é também dia de retrospectiva dos filmes do ano. Desde a premiação do ano passado, da qual Argo fez história, centenas de filmes foram lançados no circuito mundial para apreciação do público e, especialmente, arrecadação aos cofres dos estúdios.

Embora a noite de hoje marque o embate, nas principais categorias (incluindo melhor filme e direção) entre o drama 12 anos de escravidão e a cult  ficção Gravidade, a temporada 2013/14 trouxe outras obras de igual (ou maior) prestígio. O meu palpite para os Oscars desse ano é o de que os dois favoritos se revezem nos principais prêmios, mas a minha lista de melhores do ano vai muito além.

Porém, se comparado aos anos anteriores, desde a safra que tivemos a disputa medíocre entre Quem quer ser um milionário  e O Curioso Caso de Benjamin Button, não tínhamos um ano tão fraco no ponto de vista cinematográfico. Para exemplificar a situação, neste ano não tivemos nenhuma animação de grande destaque (talvez o japonês Wind Rises, que não chegou ao Brasil ainda).

Abaixo a minha lista – a lista das listas:

 

TOP #5 de 2013

 

1 – Antes da Meia-Noite (Before Midnight), de Richard Linklater

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2 – Ela (Her), de Spike Jonze

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3 – Amor Bandido (Mud), de Jeff Nichols

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4 – Rush, de Ron Howard

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5 – Gravidade (Gravity), de Alfonso Cuarón

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– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Nebraska, 12 anos de escravidão, A Grande Beleza, Blue Jasmine, Star Trek: Além da Escuridão, The Spectacular Now, O ato de matar, O lobo de Wall Street, Capitão Philips, Jogos Vorazes: Em chamas, Short Term 12.

– Meus votos:

  • Melhor filme: Antes da Meia-Noite (Before Midnight)
  • Pior Filme do Ano: Kick Ass 2
  • Melhor diretor: Spike Jonze, por Ela (Her)
  • Melhor roteiro:  Antes da Meia-Noite (Before Midnight)
  • Melhor ator: Toni Servillo, por A Grande Beleza (La grande bellezza)
  • Melhor atriz: Cate Blanchet, por Blue Jasmine
  • Melhor ator coadjuvante: Jared Leto, por Dallas Buyers Club (Clube de Compras Dallas)
  • Melhor atriz coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão (12 years a slave)
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  12 Anos de Escravidão (12 years a slave)
  • Melhor fotografia: Amores Bandidos (Mud)
  • Melhor animação:  /nenhuma/
  • Melhores efeitos especiais: Gravidade
  • Filmes Mais Superestimados:  Trapaça (American Hustle), Os suspeitos (Prisoners).

– Filmes de 2013 com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Asas ao vento (Wind Rises), Blackfish.

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Os melhores discos de 2013 – A lista

Pra ser sincero, listas de final de ano sempre tentam em alguns caracteres resumir tudo o que aconteceu no ano em determinada categoria/segmento. Obviamente, injustiças são cometidas devido a necessidade/limitações do poder de síntese de cada um.

No quesito música, esse post quer discutir e lhe trazer a pergunta: qual foi (ou, foram) o melhor disco do ano? Para mim, embora a resposta não tenha sido fácil, foi oportuna a reflexão sobre o que aconteceu no ano e elaborar a lista do TOP 5 (que poderia ser top 10, 20 ou 30, tranquilamente) dos disco de 2013:

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5º – …Like Clockwork de Queens of Stone Age

A lista do top 5 inicia pelo Queens of Stone Age (ficaram de fora outras tantas opções, com menções honrosas ao Daft Punk, Palma Violet, Boards of Canada, Peace e os estreantes do Disclosure), mas a banda norte-americana do Queens of… (QOTSA) se sobressaiu, pois manteve uma impressionante consistência em todas as faixas dos disco (para mim, o melhor da banda). Com colaborações de Dave Grohl, Elton John e Trent Reznor, as canções são uma leitura excelente do que pode ser o grunge de hoje, sem modismos ou preso na nostalgia dos anos 1990, com um significado próprio, uma ode ao bom rock ‘n roll.

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4º – The Next Day de David Bowie

A volta do ícone das décadas 80 e 90, David Bowie, talvez tenha sido o acontecimento musical do ano. Dado como doente e recluso pela mídia, eis que Bowie lança um álbum de inéditas quase 20 anos depois das suas últimas composições. Mas, o que aconteceu com o roqueiro nesses anos? Se procurarmos respostas nas suas canções de The Next Day, saberemos que a jovialidade (de Starman, por exemplo) se foi, mas o que ficou foi um artista ainda questionador sobre seu papel no mundo e qual o seu impacto na vida dos demais. Quase  um disco biográfico, que faz um  balanço das conquistas, o disco começa alegre e vai se tornando introspectivo, omitindo refrões ou rimas fáceis.

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3º – AM do Arctic Monkeys

Para os que acreditavam que o destino do Arctic Monkeys estava fadado às coleções “Greatest Hits” (eu inclusive), o disco AM de 2013, mostrou o poder de inovação que a banda ainda esconde. Especialmente na primeira metade do álbum, o grupo converge uma energia única no segmento rock, com melodias empolgantes como R U Mine e Do you wanna know?, imbatíveis tanto para transformar qualquer ambiente numa festa. Embora a segunda metade do disco quase coloque tudo a perder, na soma das virtudes, a qualidade e a representatividade do disco se sobressaem.

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2º – Reflektor  do Arcade Fire

Sempre ousado, o grupo canadense desta vez traz um disco rodeado de temas políticos (especialmente a miséria e condições econômicas do Haiti e América Central), distanciando-se do tom mais jovial e alegre que seu trabalho anterior, de 2009, apresentou. Em Reflektor, a banda apresenta sua maturidade musical, combinando questões existenciais (a vida após a morte?) e ritmos envolventes. É acima de tudo, uma obra bem montada, um disco que tem evolução clara e que desempenha um papel fundamental na musica contemporânea.

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1º – Modern Vampires of the City do Vampire Weekend

Assim como o disco Is this it (2001), do Strokes, que marcou a década que se iniciava, o disco do Vampire Weekend (2013) dita a personalidade da música para, no mínimo, 5 cinco anos. E não se limita ao estilo rock. Neste álbum do Vampire Weekend, a banda encontra um aspecto humano nas suas letras e melodias, raro na cena musical atual. Oscilando composições aceleradas e canções despretensiosas, este é o álbum que melhor caracteriza o ano e a sociedade em que vivemos. Apesar deste discurso altamente filosófico, o disco consegue ser (além de tudo) uma alegre combinação para um dia depressivo.

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* E então, você concorda com a lista ou tem preferências diferentes?

** Notaram a ausência de discos nacionais? Pois então, eu também.