15 segundos de chiado

Num vídeo recente do canal Meteoro (https://www.youtube.com/watch?v=PxFAiejrHBM) em meio a um resgate das três principais distopias do século passado (Admirável Mundo Novo, 1974 e Fahrenheit 451) certo assunto surge como ponto de reflexão: a comunicação mais visual do que escrita e os emojis como peça simbólica do nosso tempo. Embora não se estenda em explicar ou dissecar o tema, o vídeo termina e as questões brotam na mente em frente a uma tela preta.</p> vídeo recente do canal Meteoro em meio a um resgate das três principais distopias do século passado (Admirável Mundo Novo, 1984 e Fahrenheit 451) certo assunto surge como ponto de reflexão: a comunicação mais visual do que escrita e os emojis como peça simbólica do nosso tempo. Embora não se estenda em explicar ou dissecar o tema, o vídeo termina e as questões brotam na mente em frente a uma tela preta.

Sem a pretensão de cientificar algo muito mais profundo do que poucos parágrafos escritos numa manhã de inverno com sol, as imagens (e vídeos) são peças fundamentais da nossa cultura, porém entre tantos efeitos colaterais o mais grave é nos levar por um caminho de imediatismo ou superficialidade.

Os 15 segundos iniciais padrão de apenas chiados no início de um LP, o vinil, hoje são no máximo, nostalgia momentânea, mas geralmente acompanhados de uma inquietação e senso de urgência pelo que virá a seguir e também contemplações não entendíveis num 2020 como “Por que colocar trecho sem música num disco?”. Qual a razão? Perguntamos tanto isso como sociedade que a vida tem momentos de contemplação mais breves, despercebidos às vezes e, como provoca o vídeo do Meteoro, expressos por um simples emojis. Feliz, triste, engraçado. Tudo é simples na linguagem visual. Mas a simplicidade não nos tornou mais ágeis ou práticos como fomos ensinados a crer e sim, mais superficiais. O quanto a mais você descobre do seu mundo se emojis darem lugar a pensamentos complexos e à observação daquilo que nos rodeia?

Decisões importantemente triviais, iPhone, milho e coronavírus

Parece óbvio, mas são tantas as obviedades que nos atingem em algum momento da vida que essa mereceu um post. Yuval Harari, professor e escritor israelense, alçado ao mundo na última década pelo seu Sapiens: uma breve história da humanidade, traz entre várias doses de conjecturas ou acontecimentos históricos (e, com o perdão da redundância, pré-históricos!) a discussão do porquê os eventos mais importantes e, também os triviais, da história aconteceram.

A falácia que acompanha normalmente nosso pensamento vem desde o ensino escolar que conta a história como uma sucessão de acontecimentos inevitáveis e explica o contexto que permitiu tudo acontecer (o “como”) em vez do “por que”, nos levando ao caminho do erro, de pensar, por exemplo, que a globalização, o smartphone, as grandes religiões e comermos milho na Alemanha, na Turquia e no Brasil é algo que não tinha outro rumo senão acontecer na história. Na verdade, todos esses eventos (as trocas de produtos e redução de barreiras nas fronteiras entre país que são embrião da globalização, o progresso científico que levou um Steve Jobs a um palco apresentar seu iPhone, ou as migrações dos homo sapiens levando suas crenças/religiões ou o plantio dos mesmos alimentos a todos os continentes) foram acontecimentos usuais no curso da história do seus protagonistas.

Enquanto a história está sendo escrita, sempre teremos uma infinidade de caminhos que podemos seguir com ela e, independente do escolhido, nunca saberemos o quão importante com certeza ele será para a nossa vida e para a humanidade. Um exemplo oportuno que Harari faz questão de usar é o de Constantino, imperador romano que trocou a religião do Império Romano para o cristianismo, que sequer imaginou que essa sua decisão implicaria que 2,3 bilhões de pessoas hoje se identificassem com essa crença. Para ele, foi apenas uma decisão.

Assim é, com grandes decisões para a humanidade, mas também se aplica ao nosso cotidiano. Vivendo sob um mundo que respira e pede mudanças em 2020, impulsionadas pela pandemia de coronavírus, sabemos que mudanças virão, mas certamente seus atores (dos criadores de uma vacina eficaz a você e eu) que desempenharão seus papéis não tem consciência do todo que representam suas ações para o prisma de médio e longo prazo.

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Toda semana um post. Ou seu dinheiro de volta.

Os melhores filmes (filmes?) da década – 2010-2019

A discussão sobre em qual ano a década termina já foi explicada pelo Buzfeed (https://www.buzzfeed.com/br/luizougui/quando-acaba-a-decada-2019-2020) mas sua conclusão mais aberta que o final de Sopranos me motivou a escrever numa data entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020 a minha lista de melhores filmes da década, ou seja, desde 2010.

A lista, de 25 produções, traz mais duas considerações ou….polêmicas:

a) Uma lista dessas sempre gera o risco de o distanciamento histórico favorecer alguns e prejudicar outros, pois é mais difícil quantificar o quão bem vai “envelhecer” um filme do último ano, especialmente ao compararmos com outro de 2010 ou 2011.

b) Twin Peaks: O retorno foi vendido e classificado pelo estúdio que o produziu como um filme (sendo até indicada a prêmios nessa classificação), mas o bom senso fala mais alto na hora de imaginar que ninguém assistiria os 18 episódios (50 minutos de duração cada um) como um filme. Por isso, uma série (ou filme?) com a qualidade que apresentou entra na lista, mas a parte.

 

A lista (2010 – 2019):

*Twin Peaks: O Retorno  (Twin Peaks The Return)

 

1 – Cópia Fiel (Certified Copy)

2 – A rede social (Social Network)

3 – A Separação (A Separation)

4 – Holy Motors (Holy Motors)

5 – Divertidamente (Inside Out)

6 – Parasita (Parasite)

7 – O Mestre (The Master)

8 – Grande Hotel Budapeste (Grand Budapest Hotel)

9 – O Som ao Redor (O Som ao Redor)

10 – World of Tomorrow (World of Tomorrow)

11 – Corra! (Get Out)

12 – Guerra Fria (Cold War)

13 – Melancolia (Melancholia)

14 – A Criada (The Handmaiden)

15 – Antes da meia noite (Before Midnight)

16 – Pequeno Quinquin (Lil’ Quinquin)

17 – Você nunca esteve realmente aqui (You Were Never Really Here)

18 – Capitão Fantástico (Captain Fantastic)

19 – Trama Fantasma (Phantom Thread)

20 – Projeto Flórida (Florida Project)

21 – Mad Max: Estrada da Fúria (Fury Road)

22 – Ela (Her)

23 – The Fits (The Fits)

24 – Boyhood (Boyhood)

Os melhores filmes de 2019 – A lista

O último ano da década trouxe nas produções do cinema uma dose maior que a costumeira de fórmulas e enredos bem conhecidos. Analisar 2019, sob essa visão, é se frustrar com falta de originalidade nas grandes produções. Numa década em que os blockbusters, em especial da Disney/Marvel, dominaram bilheterias, pareceu mais lógico e seguro aos realizadores manter fórmulas que já funcionaram. Adicionando um ou outro elemento novo e significativo vemos mais uma vez filmes sobre as Guerras Mundiais do século passado (1917, Uma Vida Oculta, Jojo Rabbit), máfia (O Irlandês), nostalgia dos anos 60 (Era uma vez em Hollywood), romances do século XIX (Adoráveis Mulheres). Por isso, que obras como a ficção sul coreana Parasita, altamente crítica e analítica à nossa sociedade atual ou um falso documentário sobre uma lenda musical se sobressaem e estão no topo da minha lista de preferidos. Além desses, peças de originalidade tais quais A Despedida (outro de origem asiática), História de Um Casamento, Joias Brutas, Um Lindo Dia Na Vizinhança ou Nós merecem igualmente destaque. Os meus favoritos de 2019 são:

  • Melhor Filme: Parasita 
  • Melhor Diretor: Bong Joon-Hoem Parasita
  • Melhor Ator: Joaquim Phoenix em Coringa
  • Melhor Atriz: Lupita Nyong’o em Nós 
  • Melhor Ator Coadjuvante: Al Pacino em O Irlandês
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Shuzhen Zhao em A Despedida
  • Melhor roteiro: Parasita
  • Melhor montagem: 1917
  • Melhor trilha sonora: Coringa 
  • Melhor Fotografia: 1917
  • Filme mais superestimado: O Escândalo
  • Piores filmes do ano: Tolkien, X Men: Fênix Negra

 

E o top15 do ano:

15 – Uma Vida Oculta, de Terrence Malick

14 – Adoráveis Mulheres, de Greta Gerwig

13 – Em trânsito, de Christian Petzold

12 – História de um casamento, de Noah Baumbach

11 – Joias Brutas, de Josh e Ben Safdie

10 – Um lindo dia na Vizinhança, de Marielle Heller

9 – Midsommar: O mal não espera a noite, de Ari Aster

8 – Nós, de Jordan Peele

7 – Dois Papas, de Fernando Meirelles

6 –Fora de série (Booksmart), de Olivia Wilde

5 – O Irlandês, de Martin Scorsese

4 – A Despedida (The Farewell), de Lulu Wang

3 – Era uma Vez em Hollywood, de Quentin Tarantino

2 – Rolling Thunder Revue, de Martin Scorsese

1 – Parasita, de Bong Joon-Ho

Chuva Urbana

Quando chove tudo muda.

O tempo é o mesmo. As pessoas são as mesmas

Mas os sons. Ah, os sons. Esses são diferentes.

As praças ficam vazias. Não há mais risos de crianças ou o coletivo de sons que pessoas fazem em grupo que estando longe apenas se sabe que há vida naquele lugar. Mas ainda há vida, a natureza no seu estado mais primitivo. Sempre esteve ali. E assim deseja permanecer (se nós deixarmos).

Nas ruas, só quem precisa estar. Carros trafegam por poças que antes eram apenas buracos. Passos apressados. Conhece-se até as preferências dos calçados de cada um apenas pelos sons. As conversas cessam. Pragmatismo e objetividade.

Um convite a investir esse tempo numa incrível experiência de sinestesia, na audição e reflexão, ou em apressar as atividades para da chuva escapar. Depende de onde você está.

Aos poucos, mais ou menos tarde, pássaros cantam em algum lugar e entre alguma buzina de carro e outra, você percebe que aquele momento está acabando, a chuva se foi. Você a aproveitou como deveria? Para quem consegue, a beleza e a ironia – da experiência e da vida – no final das contas era apenas água. Do céu.

 

Conceito

Conceito é uma palavra que traduz uma ideia. Uma ideia inteira que então fica “presa” a algumas letras, que pode ser colocada em frases, conversas, músicas ou camisetas. Quando paramos para pensar em como esse lado angustiante da linguagem é tão limitador, em especial, ideias mais belas por natureza parecem as mais prejudicadas. Como disse Oscar Wilde “definir é limitar”. Então, se não nos escapamos de criar e popularizar conceitos, que o façamos não como quem reza um Pai Nosso sem se dar por conta do que fala e sim, como quando se demora uma eternidade para ler um parágrafo justamente porque por trás de cada palavra há uma ideia e, normalmente, uma história. Ao nos depararmos com alguma placa com dizeres fora do comum em locais públicos (“não alimente os jacarés”, “antes de entrar no elevador certifique-se de que ele realmente está no andar”) logo imaginamos que toda placa tem uma história que levou ela a ser colocada lá. Assim são as palavras. Todas.

Talvez o mais divisivo e explorado conceito da história humana é o da felicidade. Sem pretensão alguma de querer definir algo que sempre soubemos mais sentir do que quantificar é bom conhecer o que já foi dito sobre o assunto. Um  bom começo é o vídeo do professor e palestrante Clóvis de Barros Filho que, em 34 minutos, aborda de uma forma leve as caracterizações desse conceito através dos olhos de Aristóteles, Jesus e Espinoza.

 

Ainda, o aspecto mais fascinante deste vídeo na minha opinião é a revolução que Jesus trouxe com sua ideia de felicidade. Algo que, seja você cristão, ateu ou religioso de qualquer tipo de espiritualidade, há de se admitir que foi único e dividiu o mundo de forma muito mais importante que o calendário (a.c./d.c.), pois foi pela primeira vez (documentada) os ideais de amor fraterno entre todos como felicidade foram tão bem pontuados. A este, a chamada Oração de São Francisco, é a síntese da filosofia mais pura sobre o que pode ser o conceito de felicidade.

Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado
Compreender do que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois, é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado;
E morrendo que se vive
Para a vida eterna

Os meus (melhores) discos de 2019

 

Toda a lista já feita nesse mundo traz consigo – subjetivamente ou não – um dos aspectos mais importantes da nossa existência: a capacidade de olhar para trás, de reflexão e de aprendizado. Nesta, o intervalo é curto, um ano, mas suficiente para percorrer esse tempo e tudo que aconteceu nele através do que de melhor, na minha opinião, foi lançado comercialmente na música. Ainda que a lista esteja mais focada nos álbuns internacionais, existem tantos bons exemplos de produções brasileiras e uma delas era indispensável estar nesse post.

Os meus discos preferidos de 2019:

NACIONAL

Emicida – AmarElo

INTERNACIONAL

7 – Bon Iveri,i

 

6 – Billie EilishWhen we fall sleep, Where do we go?

 

5 – FoalsEverything Not Saved Will Be Lost pt 1/2

 

4 – Nick Cave & The Bad SeedsGhosteen

 

3 – Angel Olsen, All Mirrors

 

2– Jenny LewisOn the Line

 

1 – Tyler The CreatorIgor

A nossa riqueza

Medir e falar de números sempre esteve ao lado das ciências exatas e distante demais das humanas. Neste processo de 8 ou 80, yin ou yang, esta separação trouxe uma perda de oportunidades a ambas as áreas. Um exemplo clássico, que condiz e muito com a nossa época, é a forma de categorizar a classe social. Polêmica por natureza, pode vir pelo questionamento a um entrevistado sobre a renda familiar ou sobre quantidade de bens que possui, cujo somatório é apresentado através de um método chamado “Critério Brasil”.

Antes de discorrer sobre a eficácia de tais métodos, é oportuno falar deste Critério Brasil, que transforma em pontos a quantidade de atributos no domicílio e a escolaridade do chefe da família da forma que as tabelas abaixo denotam.

1

De acordo com a pontuação obtida, o domicílio será classificado em seis estratos socioeconômicos: A, B1, B2, C1, C2 e D-E.

2

Quanto mais se dedica tempo a essa metodologia, ainda considerada de grande eficácia nas pesquisas, mais se percebe que ela é falha e que falhamos nas coisas mais óbvias.

Inicialmente, personifica em uma pessoa, o “chefe da família”, num conceito retrógrado que remete ao patriarcado antigo, a responsabilidade do sucesso de todos. Além disso, atribui importância desmedida aos bens/cômodos de uma moradia. Aí está o maior questionamento filosófico, que se estende não só ao método, mas a percepção social (pois, embora discorde deste critério, ele representa infelizmente ainda, um senso comum), a falácia de que a maior quantidade de bens indica maior riqueza. A este critério o investimento de tempo e dinheiro em projetos sociais é muito menor do que dois micro-ondas na cozinha. Afinal, quem prefere ajudar ao outro quando se pode ter um copo de leite e um prato de comida aquecidos ao mesmo tempo? Mais do que isso, é de certa forma uma apologia a uma vida de consumo, orientada a posses e sua divulgação alimenta um sonho distorcido a tantos que buscam melhores condições financeiras de que para se elevar de classe, implica adquirir, comprar e ter.

Na contramão deste, o sociólogo Jessé Souza (autor de A Elite do Atraso e A Classe Média no Espelho, entre outros) traz uma classificação menos econômica e mais social e cultural às classes: com sabedoria classifica a classe alta como elite proprietária, de grandes extensões de terra ou dos meios de produção, e a classe média vinculada a educação, ao privilégio positivo de estudar, de receber educação (da família principalmente) que estimula capacidade de pensar, que faz enxergar toda a complexidade que há no mundo e estimula a capacidade de pensamento abstrato. Além de estar implícita uma crítica a ideologia da meritocracia aí, traz de forma simples a importância da educação, da família, de aspectos sociais a um tema – classe socioeconômica – atualmente muito mais associado a cifrões que ao modo de pensar.

Então, por que abordar e questionar esses métodos atuais? Porque são os dados obtidos através deles que ditam políticas de governo e estudos sociais aplicados. Também porque espalhar e questionar esse senso de certeza quanto ao método de medir é o princípio para muda-lo e, aprender que numa discussão de métodos e números, nem só um pensamento puramente cartesiano pode ser ouvido.

Mais sobre esse raciocínio de Jessé Souza pode ser visto nessa entrevista:

A Felicidade Não Se Compra: o individualismo e a liquidez do mundo

O clássico filme de 1946 de Frank Capra A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life) continua vivo e atual, mais do que nunca nas manifestações da nossa cultura em referencia-lo como um filme obrigatório para época natalina. No entanto, sua atualidade vai além: seus temas centrais, como o individualismo, a vontade de ser mestre do seu destino (representada no frustrado ideal de vida do protagonista) se tornou mais forte desde que o filme foi lançado. Passaram-se as grandes guerras armadas para o “mundo ocidental” e restou o consumo e a falsa sensação de que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer é nosso mérito individual, exacerbando um estado de liquidez. Com um aditivo mais recente chamado redes sociais temos um estado caótico muito bem explicado no vídeo do excelente canal Like Stories of Old, intitulado “O Antídoto final ao Cinismo”. Vale (e muito) os 14 minutos – legendado:

Os melhores filmes de 2018 – A lista

Com grandes diferenças em relação às premiações de cinema do ano (2018), em especial ao Oscar, que na sua 91ª edição neste domingo próximo encerra o ciclo das estatuetas dos filmes do último ano, minha lista concentra filme que privilegiam forma e desenvolvimento de conteúdo sobrepondo a temática em si. Assim, escapam dela filmes médios (Green Book ou Nasce uma Estrela) e filmes medíocres (Bohemian Rhapsody) alçados aos maiores prêmios apenas pela hiperxposição de cantores ou preocupação em fazer votantes pensarem que o racismo (e demais preconceitos) está vencido. Dito isso, exemplos de sensibilidade e cadências povoam os meus preferidos de 2018:

  • Melhor Filme: Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)
  • Melhor Diretor: Lynne Ramsay em Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)
  • Melhor Ator: Joaquim Phoenixem Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)
  • Melhor Atriz: Joanna Kulig em Guerra Fria (Cold War)
  • Melhor Ator Coadjuvante: Adam Driver em Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman)
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Emma Stone emA Favorita (The Favourite)
  • Melhor roteiro: The Tale (The Tale)
  • Melhor montagem: Vice (Vice)
  • Melhor trilha sonora: O Primeiro Homem (First Man)
  • Melhor Fotografia: Guerra Fria (Cold War)
  • Filme(s) mais superestimado(s): Green Book: O Guia, Bohemian Rhapsody
  • Piores filmes do ano: Mute

 

E o top15 do ano:

 

15 – Vice (Vice), de Adam McKay

14 – Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), de Spike Lee

13 – Homem Aranha no Aranhaverso (Spider Man into the Spider-verse), de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

12 – Missão Impossível Efeito Fallout (MI Fallout), de Christopher McQuarrie

11 – The Ballad of Buster Scruggs (The Ballad of Buster Scruggs), de Joel Coen e Ethan Coen

10 – Support the girls (Support the girls), Andrew Bujalski

9 – Eighth Grade (Eighth Grade), de Bo Burnham

8 – A Favorita (The Favourite), de Yorgos Lanthimos

7 – Roma (Roma), de Alfonso Cuaron

6 – First Reformed (First Reformed), de Paul Schrader

5 – Happy as Lazzaro (Lazzaro Felice), de Alice Rohrwacher

4 – The Tale (The tale), de Jennifer Fox

3 – Sorry to bother you (Sorry to bother you), de Boots Riley

2 – Guerra Fria (Cold War), de Pawel Pawlikowski

1 – Você nunca esteve realmente aqui (You were never really here), de Lynne Ramsay