A Felicidade Não Se Compra: o individualismo e a liquidez do mundo

O clássico filme de 1946 de Frank Capra A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life) continua vivo e atual, mais do que nunca nas manifestações da nossa cultura em referencia-lo como um filme obrigatório para época natalina. No entanto, sua atualidade vai além: seus temas centrais, como o individualismo, a vontade de ser mestre do seu destino (representada no frustrado ideal de vida do protagonista) se tornou mais forte desde que o filme foi lançado. Passaram-se as grandes guerras armadas para o “mundo ocidental” e restou o consumo e a falsa sensação de que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer é nosso mérito individual, exacerbando um estado de liquidez. Com um aditivo mais recente chamado redes sociais temos um estado caótico muito bem explicado no vídeo do excelente canal Like Stories of Old, intitulado “O Antídoto final ao Cinismo”. Vale (e muito) os 14 minutos – legendado:

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Os melhores discos de 2018

Wow! What a year!

Se ano passado a tarefa de elencar os melhores discos foi árdua (você lê nesse post aqui a lista de 2017), nesse ano a pretensão de resumir o ano em 5 álbuns foi pro espaço ainda no primeiro trimestre e o top5 virou top10 e, na vontade de não deixar tantos bons trabalhos de fora, virou top15.

Eis os meus discos preferidos de 2018:

15 – Soccer Mommy, Clean

14 – Jorja Smith, Lost and Found

13 – Spiritualized, And Nothing Hurt

12 – Robyn, Honey

11 – Janelle Monae, Dirty Computer

10 – Kurt Vile, Bottle it in

9 – Kali Uchis, Isolation

8 – Camila Cabello, Camila

7 – Courtney Barnett, Tell me How you Really Feel

6 – Paul McCartney, Egypt Station

5 – Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino

4 – The Internet, Hive Mind

3 – Mitski, Be the Cowboy

2 – Fantastic Negrito, Please don’t be dead

1 – Pusha T, Daytona