Os melhores discos de 2013 – A lista

Pra ser sincero, listas de final de ano sempre tentam em alguns caracteres resumir tudo o que aconteceu no ano em determinada categoria/segmento. Obviamente, injustiças são cometidas devido a necessidade/limitações do poder de síntese de cada um.

No quesito música, esse post quer discutir e lhe trazer a pergunta: qual foi (ou, foram) o melhor disco do ano? Para mim, embora a resposta não tenha sido fácil, foi oportuna a reflexão sobre o que aconteceu no ano e elaborar a lista do TOP 5 (que poderia ser top 10, 20 ou 30, tranquilamente) dos disco de 2013:

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5º – …Like Clockwork de Queens of Stone Age

A lista do top 5 inicia pelo Queens of Stone Age (ficaram de fora outras tantas opções, com menções honrosas ao Daft Punk, Palma Violet, Boards of Canada, Peace e os estreantes do Disclosure), mas a banda norte-americana do Queens of… (QOTSA) se sobressaiu, pois manteve uma impressionante consistência em todas as faixas dos disco (para mim, o melhor da banda). Com colaborações de Dave Grohl, Elton John e Trent Reznor, as canções são uma leitura excelente do que pode ser o grunge de hoje, sem modismos ou preso na nostalgia dos anos 1990, com um significado próprio, uma ode ao bom rock ‘n roll.

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4º – The Next Day de David Bowie

A volta do ícone das décadas 80 e 90, David Bowie, talvez tenha sido o acontecimento musical do ano. Dado como doente e recluso pela mídia, eis que Bowie lança um álbum de inéditas quase 20 anos depois das suas últimas composições. Mas, o que aconteceu com o roqueiro nesses anos? Se procurarmos respostas nas suas canções de The Next Day, saberemos que a jovialidade (de Starman, por exemplo) se foi, mas o que ficou foi um artista ainda questionador sobre seu papel no mundo e qual o seu impacto na vida dos demais. Quase  um disco biográfico, que faz um  balanço das conquistas, o disco começa alegre e vai se tornando introspectivo, omitindo refrões ou rimas fáceis.

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3º – AM do Arctic Monkeys

Para os que acreditavam que o destino do Arctic Monkeys estava fadado às coleções “Greatest Hits” (eu inclusive), o disco AM de 2013, mostrou o poder de inovação que a banda ainda esconde. Especialmente na primeira metade do álbum, o grupo converge uma energia única no segmento rock, com melodias empolgantes como R U Mine e Do you wanna know?, imbatíveis tanto para transformar qualquer ambiente numa festa. Embora a segunda metade do disco quase coloque tudo a perder, na soma das virtudes, a qualidade e a representatividade do disco se sobressaem.

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2º – Reflektor  do Arcade Fire

Sempre ousado, o grupo canadense desta vez traz um disco rodeado de temas políticos (especialmente a miséria e condições econômicas do Haiti e América Central), distanciando-se do tom mais jovial e alegre que seu trabalho anterior, de 2009, apresentou. Em Reflektor, a banda apresenta sua maturidade musical, combinando questões existenciais (a vida após a morte?) e ritmos envolventes. É acima de tudo, uma obra bem montada, um disco que tem evolução clara e que desempenha um papel fundamental na musica contemporânea.

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1º – Modern Vampires of the City do Vampire Weekend

Assim como o disco Is this it (2001), do Strokes, que marcou a década que se iniciava, o disco do Vampire Weekend (2013) dita a personalidade da música para, no mínimo, 5 cinco anos. E não se limita ao estilo rock. Neste álbum do Vampire Weekend, a banda encontra um aspecto humano nas suas letras e melodias, raro na cena musical atual. Oscilando composições aceleradas e canções despretensiosas, este é o álbum que melhor caracteriza o ano e a sociedade em que vivemos. Apesar deste discurso altamente filosófico, o disco consegue ser (além de tudo) uma alegre combinação para um dia depressivo.

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* E então, você concorda com a lista ou tem preferências diferentes?

** Notaram a ausência de discos nacionais? Pois então, eu também.

A melhor música e o melhor videoclipe de 2013

Um refrão instigante. Uma melodia sinestésica. E uma letra existencial.

A melhor música do ano.

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Uma ideia aterrorizante para David Bowie: a confrotação com um aversão de um Bowie da década de 80′. Apenas diferente e provocante.

O melhor videoclipe do ano (e tem o plus da participação da Tilda Swinton!).

 

 

O dia em que Bruce Springsteen surpreendeu o Brasil

Pra ser sincero, ninguém esperava ver ou ouvir Bruce Springsteen cantando Sociedade Alternativa. Não precisou de nenhum famigerado grito “Toca Raul” do público para que, logo no início de seu show em São Paulo, o cantor norte-americano cantasse uma das músicas mais emblemáticas do cantor bahiano.

Com grande desenvoltura e arranjos da banda que o acompanhava, o cantor mostra que ainda sabe como agradar o público.