Os melhores filmes de 2024: a lista

O dia do Oscar é o marco de encerramento de ciclo anual do cinema (hollywoodiano? Sim, mas pela influência cultural, mundial também). Hoje é o réveillon dos cinéfilos (cof cof). Dito isso, nada mais justo que explorar brevemente o 2024 e elencar os melhores daquele ano.

Este 2024 foi um ano, se comparado a 2023, estranho. Um ano em que – na minha opinião – não tivemos obras primas, destas que perduram na nossa imaginação e nostalgia, que geram vontade de debater e rever. Se em 2023 fomos agraciados com obras como Assassinos da Lua das Flores, Dias Perfeitos, Zona de Interesse e Monster, 2024 trouxe exemplares mais comedidos no quesito qualidade, um ano repleto de boas histórias, mas com alguma lacuna a desenvolver melhor (ritmo, direção, cast e atuações, roteiros, etc.). Talvez o clima de indefinição em muitos dos prêmios do Oscar seja um reflexo disso. Talvez.

E como não falar de Ainda Estou Aqui? O representante brasileiro que mais gerou engajamento na história de Hollywood, que mobilizou muitos em redes sociais e alertou o mundo que aqui neste país são produzidas obras de qualidade e que possuímos uma história rica a contar (lembrar e, nesse caso, não repetir)? Hesitei muito em escrever uma resenha sobre o filme de Walter Salles, pois me senti muito – pra não dizer integralmente – representado pela belíssima crítica de Luiz Santiago do Plano Crítico (aqui), que traduziu o que penso sobre o filme: uma obra tecnicamente perfeita, com atuações acima da média, mas com uma direção que “segura” mais a trama do que deveria e um epílogo dispensável. Gostaria de ter visto mais um “Walter Salles de Central de Brasil” em Ainda Estou Aqui. Porém, independente disso, a torcida para o filme continua, em especial na categoria Melhor Filme Estrangeiro, a estatueta mais provável de angariar.

Ademais, montei minha lista de favoritos e, na dificuldade em escolher melhor ator e atriz, listei um empate (se o Festival de Cannes pode fazer isso, por que eu não?). Outros bons exemplos do melhor lado de 2024 cinéfilo estão em filmes com temática do body horror com inserção de questões psicológicas e filosóficas, do gênero da comédia com mais um belo exemplar de Richard Linklater, novas técnicas e abordagens de filmar em primeira pessoa e de construir animações que, de tão simples, se tornam sofisticadas. Por fim, meu filme favorito do ano passou quase fora das premiações, (o que não diz nada sobre sua qualidade e sim sobre campanhas de marketing e como a indústria cinematográfica funciona) tem a habilidade de andar numa linha muito tênue de clichês e conseguir originalidades através do que a arte tem de melhor: a beleza. Eis a minha lista dos meus 15 favoritos:

15 – Duna: Parte 2, de Denis Villeneuve

14 – Rivais (Challengers), de Luca Guadagnino

13 – Ainda Estou Aqui, de Walter Salles

12 – A Verdadeira Dor (A Real Pain), de Jesse Eisenberg

11 – O Brutalista (The Brutalist), de Brady Corbet

10 – A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig), de Mohammad Rasoulof

09 – Flow, de Gints Zilbalodis

08 – Jurado n°2 (Juror #2), de Clint Eastwood

07 – Um Completo Desconhecido (A Complete Unknown), de James Mangold

06 – Hard Truths, de Mike Leigh

Top5

05 – Conclave, de Edward Berger

04 – Nickel Boys, de RaMell Ross

03 – Assassino por Acaso (Hit Man), de Richard Linklater

02 – A Substância (The Substance), de Coralie Fargeat

01 – Sing Sing, de Greg Kwedar

  • Melhor Filme: Sing Sing
  • Melhor Diretor: Coralie Fargeat  em A Substância
  • Melhor Ator: Colman Domingo em Sing Sing & Ralph Fiennes em Conclave
  • Melhor Atriz:  Demi Moore em A Substância &  Marianne Jean-Baptiste em Hard Truths
  • Melhor Ator Coadjuvante: Jeremy Strong em O Aprendiz
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Monica Barbaro em Um Completo Desconhecido
  • Melhor roteiro: Sing Sing
  • Melhor montagem: Conclave
  • Melhor trilha sonora: Rivais
  • Melhor Fotografia: Conclave
  • Melhor elenco: Um Completo Desconhecido
  • Filmes mais superestimados: Megalopolis; Mad Max: Furiosa, Wicked

Os meus (melhores) discos de 2020

Um ano duro e desafiador. Esse foi o 2020 que deixamos pra trás. Na modernidade líquida, arte nunca foi tão necessária e importante, seja como fuga do cotidiano difícil de encarar, seja como motor para transformar sentimentos individuais em coletivos. Assim, minha lista dos meus melhores discos de 2020 mesmo sendo (infelizmente) composta apenas com lançamentos estrangeiros, acaba sendo uma fusão de sons questionadores da realidade e de outros que exploram a alegria e a gratitude. Abaixo o top10 dos discos, daquelas obras que, se escutadas por completo, “contam uma história” completa e dão o tom do ano.

10 – Yves Tumor, Heaven to a Tortured Mind

9 – Paul McCarteny, McCartney III

8 – Phoebe Bridgers, Punisher

7 – Freddie Gibbs, Alfredo

6 – Fleet Foxes, Shore

5 – Bob Dylan, Rough and Rowdy Ways

4 – Jessie Ware, What’s your Pleasure?

3 – Run The Jewels, RTJ4

2 – Bruce Springsteen, Letter to You

1 – Tame Imapala, The Slow Rush

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E, além deste, uma menção honrosa a música que – embora o álbum não esteja no top10 da lista – mais conseguiu unir (e não dividir, feito raro!) o mundo em 2020:

Os melhores filmes de 2019 – A lista

O último ano da década trouxe nas produções do cinema uma dose maior que a costumeira de fórmulas e enredos bem conhecidos. Analisar 2019, sob essa visão, é se frustrar com falta de originalidade nas grandes produções. Numa década em que os blockbusters, em especial da Disney/Marvel, dominaram bilheterias, pareceu mais lógico e seguro aos realizadores manter fórmulas que já funcionaram. Adicionando um ou outro elemento novo e significativo vemos mais uma vez filmes sobre as Guerras Mundiais do século passado (1917, Uma Vida Oculta, Jojo Rabbit), máfia (O Irlandês), nostalgia dos anos 60 (Era uma vez em Hollywood), romances do século XIX (Adoráveis Mulheres). Por isso, que obras como a ficção sul coreana Parasita, altamente crítica e analítica à nossa sociedade atual ou um falso documentário sobre uma lenda musical se sobressaem e estão no topo da minha lista de preferidos. Além desses, peças de originalidade tais quais A Despedida (outro de origem asiática), História de Um Casamento, Joias Brutas, Um Lindo Dia Na Vizinhança ou Nós merecem igualmente destaque. Os meus favoritos de 2019 são:

  • Melhor Filme: Parasita 
  • Melhor Diretor: Bong Joon-Hoem Parasita
  • Melhor Ator: Joaquim Phoenix em Coringa
  • Melhor Atriz: Lupita Nyong’o em Nós 
  • Melhor Ator Coadjuvante: Al Pacino em O Irlandês
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Shuzhen Zhao em A Despedida
  • Melhor roteiro: Parasita
  • Melhor montagem: 1917
  • Melhor trilha sonora: Coringa 
  • Melhor Fotografia: 1917
  • Filme mais superestimado: O Escândalo
  • Piores filmes do ano: Tolkien, X Men: Fênix Negra

 

E o top15 do ano:

15 – Uma Vida Oculta, de Terrence Malick

14 – Adoráveis Mulheres, de Greta Gerwig

13 – Em trânsito, de Christian Petzold

12 – História de um casamento, de Noah Baumbach

11 – Joias Brutas, de Josh e Ben Safdie

10 – Um lindo dia na Vizinhança, de Marielle Heller

9 – Midsommar: O mal não espera a noite, de Ari Aster

8 – Nós, de Jordan Peele

7 – Dois Papas, de Fernando Meirelles

6 –Fora de série (Booksmart), de Olivia Wilde

5 – O Irlandês, de Martin Scorsese

4 – A Despedida (The Farewell), de Lulu Wang

3 – Era uma Vez em Hollywood, de Quentin Tarantino

2 – Rolling Thunder Revue, de Martin Scorsese

1 – Parasita, de Bong Joon-Ho

Internet, Bob Dylan e o melhor vídeo de 2013

Pra ser sincero, a internet continua nos surpreendendo. Depois do lançamento do disco do Arcade Fire com clipe interativo feito em parceria com o Google (Chrome), que pode ser acessado aqui, eis que temos mais uma prova de como é (e será) a percepção da internet e a interação dela com seus usuários finais: o videoclipe interativo de Like a Rolling Stone, célebre canção de Bob Dylan.

Simples assim: o vídeo mais fascinante de 2013 ! 

O vídeo sensacionalmente imita uma televisão onde em todos os canais os atores/personagens cantam a música de Dylan. Para ficar mais claro: são canais que simulam o History Channel, BBC, ESPN, MTV, entre outros, onde TODO MUNDO canta Like a Rolling Stone. (*tem até o clipe original da música).

Um trabalho formidável para divulgar a nova coletânea de Bob Dylan que será lançada para comemorar seus 47 anos de carreira.

Para trocar os canais da televisão é só usar as setas direcionais “para cima” e “para baixo”.

Veja o exemplo do vídeo e clique em “Watch the full interactive video” para poder brincar de trocar de canais e curtir a mágica desse vídeo !