Os melhores discos de 2016

Deixamos a pretensão dos “melhores” apenas para o título, pois uma lista deste tipo sempre quer dizer os FAVORITOS. Este foi um ano de grandes perdas para música (Bowie, Prince, Leonard Cohen) e de muitas bandas já consagradas repetindo a fórmula que os fez famosos (Rolling Stones, Nick Cave and the Bad Seeds, Iggy Pop, Kanye West). No entanto, nem isso é garantia para a qualidade. Os tempos mudam e, na minha opinião, 8 cantores/bandas se destacaram com álbuns acima da média. Numa lista que vai além de um gênero ou até mesmo da clássica distinção Nacional/Internacional estes são os melhores/favoritos do ano:

8.Angel Olsen, “My Woman” – em poucas palavras, Olsen consegue o que tantas outras (Lana Del Rey, por exemplo) não fizeram: saber que uma voz marcante ajuda, mas a música precisa de mais.

7.Beyoncé, “Lemonade” – Escute, fuja dos preconceitos ou encontre explicação racional para dizer que não gostou. O hype desse disco se justifica: Beyoncé mudou e encontrou um lugar que combina o pop que vende discos/“gera likes” com melodias e rimas únicas e não passageiras.

*O álbum está disponível somente para assinantes Tidal (nada de Youtube, Vimeo, Soundcloud) e, por isso, abaixo uma versão com mais instrumentos de percussão.

6.Criolo, “Ainda Há Tempo” – continua sendo a melhor voz (consciência social, simplicidade e objetividade) contemporânea nacional.  Simples assim.

5.Metá Metá, “MM3” – o que num instante é a brisa da calmaria lírica noutro é um furacão do rock na voz Juçara Marçal. O trio paulista mistura guitarra com saxofone na naturalidade de quem entregou o melhor disco nacional do ano.

4.Chance The Rapper, “Coloring Book” – O grande disco de Hip-Hop do ano. Parcerias bem escolhidas contribuem para uma harmonia no disco. Diversas sonoridades mas uma grande coesão na obra.

3.PJ Harvey, “The Hope Six Demolition Project” – Um disco de ativismo político, mas (embora menor que a obra prima Let England Shake de 2011) uma grande exibição de ritmo e poesia.

2.Jamie T., “Trick” – Poderia, também, ocupar o primeiro lugar dessa lista. Disco difícil de catalogar, definir uma categoria. Em todos os ritmos e variações, Jamie T. o faz com maestria rara e excepcional.

1.Elza Soares, “A mulher do fim do mundo” – o melhor, ouça agora !

*Como menção honrosa de outros bons trabalhos, na minha opinião, estão o do rapper brasileiro Rashid, dos também brasileiros e roqueiros d’O Terno, a sagacidade do Childish Gambino, o rap de J. Cole, a carta de despedida em forma de álbum de David Bowie e a sonoridade do Radiohead.

 

 

 

 

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