Os meus (melhores) discos de 2017

One more year. Many more songs.

Como tradição, ainda que recente, apresento minha compilação de discos favoritos do ano; um ano em que foi difícil destacar algum álbum como muito superior aos demais (diferentemente do que, na minha opinião, ocorreu em 2016, 2015 e 2014), mas que ao contrário de 99% das listas de outros sites e publicações especializadas não tem Kendrick Lamar. Por isso, o  top 5 dos meus favoritos não está ordenado.

 

The War On Drugs,A Deeper Understanding” – a cada disco o grupo liderado por Adam Granduciel melhora e fica mais difícil evitar a comparação com as fases iniciais da carreira de Bruce Springsteen. Espirituosos e inteligentes, o rock que não se prende a um subgênero e constrói nesse álbum um evolução de sons, música a música. Para ouvir no modo repeat.

Sampha, “Process” – conceitual, meditativo, uma dose de Bon Iver e uma obra de R&B/soul difícil de categorizar e fácil de ouvir de olhos fechados e com pensamentos bem longe.

Queens of the Stoneage, “Villains” – um disco para embalar e enviar como presente para aqueles que insistem em repetir a velha (e cansativa) falácia de que o rock morreu. O melhor disco do gênero, com todos elementos que um apreciador de rock espera.

Courtnet Barnnet & Kurt Vile, “Lotta Sea Lice” – quando dois dos teus cantores favoritos dos últimos anos se juntam a chance de sucesso é grande. Assim foi essa parceria entre aquela que fez o melhor disco de 2015 com o ex-Sonic Youth. Em sons que trazem uma necessidade urgente de buscar um lugar para descansar e refletir, eis o melhor disco de indie rock do ano.

Lorde, “Melodrama” – certamente o disco “pop” do ano. Qualidade na produção, originalidade no ritmo e uma raiva bem dosada nas letras e vocal da cantora.

Além destes 5 discos, alguns outros também merecem reconhecimento: Masseduction (St. Vincent), I See You (The XX), American Dream (LCD Soundsystem) e, se você gosta de ouvir músicas em francês, o excelente Rest da Charlotte Gainsbourg.

 

No cenário nacional destaque para o veterano, que agora em carreira solo, fez um dos melhores discos:

 – Paulo Miklos, “A Gente Mora no Agora”

 

 

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Os melhores discos de 2016

Deixamos a pretensão dos “melhores” apenas para o título, pois uma lista deste tipo sempre quer dizer os FAVORITOS. Este foi um ano de grandes perdas para música (Bowie, Prince, Leonard Cohen) e de muitas bandas já consagradas repetindo a fórmula que os fez famosos (Rolling Stones, Nick Cave and the Bad Seeds, Iggy Pop, Kanye West). No entanto, nem isso é garantia para a qualidade. Os tempos mudam e, na minha opinião, 8 cantores/bandas se destacaram com álbuns acima da média. Numa lista que vai além de um gênero ou até mesmo da clássica distinção Nacional/Internacional estes são os melhores/favoritos do ano:

8.Angel Olsen, “My Woman” – em poucas palavras, Olsen consegue o que tantas outras (Lana Del Rey, por exemplo) não fizeram: saber que uma voz marcante ajuda, mas a música precisa de mais.

7.Beyoncé, “Lemonade” – Escute, fuja dos preconceitos ou encontre explicação racional para dizer que não gostou. O hype desse disco se justifica: Beyoncé mudou e encontrou um lugar que combina o pop que vende discos/“gera likes” com melodias e rimas únicas e não passageiras.

*O álbum está disponível somente para assinantes Tidal (nada de Youtube, Vimeo, Soundcloud) e, por isso, abaixo uma versão com mais instrumentos de percussão.

6.Criolo, “Ainda Há Tempo” – continua sendo a melhor voz (consciência social, simplicidade e objetividade) contemporânea nacional.  Simples assim.

5.Metá Metá, “MM3” – o que num instante é a brisa da calmaria lírica noutro é um furacão do rock na voz Juçara Marçal. O trio paulista mistura guitarra com saxofone na naturalidade de quem entregou o melhor disco nacional do ano.

4.Chance The Rapper, “Coloring Book” – O grande disco de Hip-Hop do ano. Parcerias bem escolhidas contribuem para uma harmonia no disco. Diversas sonoridades mas uma grande coesão na obra.

3.PJ Harvey, “The Hope Six Demolition Project” – Um disco de ativismo político, mas (embora menor que a obra prima Let England Shake de 2011) uma grande exibição de ritmo e poesia.

2.Jamie T., “Trick” – Poderia, também, ocupar o primeiro lugar dessa lista. Disco difícil de catalogar, definir uma categoria. Em todos os ritmos e variações, Jamie T. o faz com maestria rara e excepcional.

1.Elza Soares, “A mulher do fim do mundo” – o melhor, ouça agora !

*Como menção honrosa de outros bons trabalhos, na minha opinião, estão o do rapper brasileiro Rashid, dos também brasileiros e roqueiros d’O Terno, a sagacidade do Childish Gambino, o rap de J. Cole, a carta de despedida em forma de álbum de David Bowie e a sonoridade do Radiohead.

 

 

 

 

Os melhores discos de 2014 – A lista

Pra ser sincero, resumir um ano em 5 álbuns além de injusto é um grande exercício de análise. Mas eis que, em 2014, a tarefa foi cumprida. Constatando todos os discos ouvidos e o resultado dessa compilação, sobressaíram-se discos com vocais masculinos e bandas/compositores que ou se reinventaram ou são estreantes.

Além do top 5 que apresento na sequência, 2014 foi um ano bom; não excelente, mas bom para a música de qualidade fazendo com que títulos muito bons do Beck, FKA Twigs, Tune Yards, Afghan Wigs, entre outros, ficassem de fora da seleção. E a seleção dos 5 álbuns definitivos de 2014 é a tão complicada que teve empate na 5ª posição, resultando no #TOP 5 de 6 discos!

 

  1. Spoon – “They Want My Soul”

 

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  1. Mac De Marco – “Salad Days”

 

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  1. Future Islands – “Singles”

 

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  1. The War on drugs – “Lost in the dream”

Indispensável em qualquer lista de melhores do ano, o álbum do War on…. é vibrante e traz combinações de mixtapes eletrônicos de forma orgânica.

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  1. Damon Albarn – “Everyday robots”

A mesma voz que imortalizou o Gorillaz e o Blur, Damon Albarn embarca na jornada solo com essa pérola de contemplação em forma de rock.

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  1. Jack White – “Lazaretto”

Sem a preocupação excessive em criar singles (como no útimo álbum), White conta uma história em Lazaretto que passa por todas as suas influências do White Stripes, Raconteurs, Dead Weather. Um passeio pelo rock clássico e, ao mesmo tempo, inovador.