Os melhores discos de 2018

Wow! What a year!

Se ano passado a tarefa de elencar os melhores discos foi árdua (você lê nesse post aqui a lista de 2017), nesse ano a pretensão de resumir o ano em 5 álbuns foi pro espaço ainda no primeiro trimestre e o top5 virou top10 e, na vontade de não deixar tantos bons trabalhos de fora, virou top15.

Eis os meus discos preferidos de 2018:

15 – Soccer Mommy, Clean

14 – Jorja Smith, Lost and Found

13 – Spiritualized, And Nothing Hurt

12 – Robyn, Honey

11 – Janelle Monae, Dirty Computer

10 – Kurt Vile, Bottle it in

9 – Kali Uchis, Isolation

8 – Camila Cabello, Camila

7 – Courtney Barnett, Tell me How you Really Feel

6 – Paul McCartney, Egypt Station

5 – Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino

4 – The Internet, Hive Mind

3 – Mitski, Be the Cowboy

2 – Fantastic Negrito, Please don’t be dead

1 – Pusha T, Daytona

Os meus (melhores) discos de 2017

One more year. Many more songs.

Como tradição, ainda que recente, apresento minha compilação de discos favoritos do ano; um ano em que foi difícil destacar algum álbum como muito superior aos demais (diferentemente do que, na minha opinião, ocorreu em 2016, 2015 e 2014), mas que ao contrário de 99% das listas de outros sites e publicações especializadas não tem Kendrick Lamar. Por isso, o  top 5 dos meus favoritos não está ordenado.

 

The War On Drugs,A Deeper Understanding” – a cada disco o grupo liderado por Adam Granduciel melhora e fica mais difícil evitar a comparação com as fases iniciais da carreira de Bruce Springsteen. Espirituosos e inteligentes, o rock que não se prende a um subgênero e constrói nesse álbum um evolução de sons, música a música. Para ouvir no modo repeat.

Sampha, “Process” – conceitual, meditativo, uma dose de Bon Iver e uma obra de R&B/soul difícil de categorizar e fácil de ouvir de olhos fechados e com pensamentos bem longe.

Queens of the Stoneage, “Villains” – um disco para embalar e enviar como presente para aqueles que insistem em repetir a velha (e cansativa) falácia de que o rock morreu. O melhor disco do gênero, com todos elementos que um apreciador de rock espera.

Courtnet Barnnet & Kurt Vile, “Lotta Sea Lice” – quando dois dos teus cantores favoritos dos últimos anos se juntam a chance de sucesso é grande. Assim foi essa parceria entre aquela que fez o melhor disco de 2015 com o ex-Sonic Youth. Em sons que trazem uma necessidade urgente de buscar um lugar para descansar e refletir, eis o melhor disco de indie rock do ano.

Lorde, “Melodrama” – certamente o disco “pop” do ano. Qualidade na produção, originalidade no ritmo e uma raiva bem dosada nas letras e vocal da cantora.

Além destes 5 discos, alguns outros também merecem reconhecimento: Masseduction (St. Vincent), I See You (The XX), American Dream (LCD Soundsystem) e, se você gosta de ouvir músicas em francês, o excelente Rest da Charlotte Gainsbourg.

 

No cenário nacional destaque para o veterano, que agora em carreira solo, fez um dos melhores discos:

 – Paulo Miklos, “A Gente Mora no Agora”