Manchester à Beira Mar (2016) – o poder da imperfeição

1297920280746_ORIGINAL.jpg

Enquanto tantos filmes procuram nos convencer da sua qualidade através de uma trama “redonda”, sem espaço para divagações, com todas as ações se desdobrando em outras num fluxo de perfeição cinematográfica, Manchester à Beira Mar (2016, Manchester By The Sea) vai – com o perdão do trocadilho – contra a maré.

Não é a grande atuação de Casey Affleck (indicado e favorito, com certa justiça, ao prêmio de Melhor Ator no Oscar) como protagonista nem a de Lucas Hedges que são o principal triunfo do filme. É a sua imperfeição – habilmente desenvolvida por Kenneth Lonergan, o diretor. A imperfeição é onipresente em todo o filme: nos diálogos que se encerram com ideias abertas, no clima de inconveniência nas conversas, na falta de solução aos problemas mundanos e burocráticos e na incapacidade de superar traumas passados. Pois isto tudo é a vida humana em uma condição mais próxima à realidade, longe de idealismos, a virtude deste que é, indiscutivelmente, um dos melhores filmes do ano.

Anúncios

Um comentário sobre “Manchester à Beira Mar (2016) – o poder da imperfeição

  1. Pingback: Os melhores filmes de 2016 – A lista e o ano – Pra ser sincero

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s