Os melhores filmes de 2018 – A lista

Com grandes diferenças em relação às premiações de cinema do ano (2018), em especial ao Oscar, que na sua 91ª edição neste domingo próximo encerra o ciclo das estatuetas dos filmes do último ano, minha lista concentra filme que privilegiam forma e desenvolvimento de conteúdo sobrepondo a temática em si. Assim, escapam dela filmes médios (Green Book ou Nasce uma Estrela) e filmes medíocres (Bohemian Rhapsody) alçados aos maiores prêmios apenas pela hiperxposição de cantores ou preocupação em fazer votantes pensarem que o racismo (e demais preconceitos) está vencido. Dito isso, exemplos de sensibilidade e cadências povoam os meus preferidos de 2018:

  • Melhor Filme: Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)
  • Melhor Diretor: Lynne Ramsay em Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)
  • Melhor Ator: Joaquim Phoenixem Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)
  • Melhor Atriz: Joanna Kulig em Guerra Fria (Cold War)
  • Melhor Ator Coadjuvante: Adam Driver em Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman)
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Emma Stone emA Favorita (The Favourite)
  • Melhor roteiro: The Tale (The Tale)
  • Melhor montagem: Vice (Vice)
  • Melhor trilha sonora: O Primeiro Homem (First Man)
  • Melhor Fotografia: Guerra Fria (Cold War)
  • Filme(s) mais superestimado(s): Green Book: O Guia, Bohemian Rhapsody
  • Piores filmes do ano: Mute

 

E o top15 do ano:

 

15 – Vice (Vice), de Adam McKay

14 – Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman), de Spike Lee

13 – Homem Aranha no Aranhaverso (Spider Man into the Spider-verse), de Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman

12 – Missão Impossível Efeito Fallout (MI Fallout), de Christopher McQuarrie

11 – The Ballad of Buster Scruggs (The Ballad of Buster Scruggs), de Joel Coen e Ethan Coen

10 – Support the girls (Support the girls), Andrew Bujalski

9 – Eighth Grade (Eighth Grade), de Bo Burnham

8 – A Favorita (The Favourite), de Yorgos Lanthimos

7 – Roma (Roma), de Alfonso Cuaron

6 – First Reformed (First Reformed), de Paul Schrader

5 – Happy as Lazzaro (Lazzaro Felice), de Alice Rohrwacher

4 – The Tale (The tale), de Jennifer Fox

3 – Sorry to bother you (Sorry to bother you), de Boots Riley

2 – Guerra Fria (Cold War), de Pawel Pawlikowski

1 – Você nunca esteve realmente aqui (You were never really here), de Lynne Ramsay

 

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Os melhores discos de 2018

Wow! What a year!

Se ano passado a tarefa de elencar os melhores discos foi árdua (você lê nesse post aqui a lista de 2017), nesse ano a pretensão de resumir o ano em 5 álbuns foi pro espaço ainda no primeiro trimestre e o top5 virou top10 e, na vontade de não deixar tantos bons trabalhos de fora, virou top15.

Eis os meus discos preferidos de 2018:

15 – Soccer Mommy, Clean

14 – Jorja Smith, Lost and Found

13 – Spiritualized, And Nothing Hurt

12 – Robyn, Honey

11 – Janelle Monae, Dirty Computer

10 – Kurt Vile, Bottle it in

9 – Kali Uchis, Isolation

8 – Camila Cabello, Camila

7 – Courtney Barnett, Tell me How you Really Feel

6 – Paul McCartney, Egypt Station

5 – Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino

4 – The Internet, Hive Mind

3 – Mitski, Be the Cowboy

2 – Fantastic Negrito, Please don’t be dead

1 – Pusha T, Daytona

Os melhores filmes de 2016 – A lista e o ano

Nesta temporada 2016 do cinema, que formalmente se encerra no domingo com a cerimônia do Oscar, é inegável que o mundo cinematográfico mudou e evoluiu. Não somente – mas inclusive – Hollywood, chegou a um estágio da produção de vários BONS filmes. Filmes com uma história sem grandes problemas, atuações dentro da média e apelos visuais e emocionais com algumas boas histórias – muitas baseadas em fatos reais. Se isso tudo soa bem aparentemente, após alguns exemplares de obras dessa magnitude percebemos que essa “fórmula” do filme bem acabado enrolado em papel de presente é cansativa. O filme termina e em poucos minutos ou no dia seguinte, ele se perdeu entre tantos outros num lugar comum.

Há muito tempo eu não via uma lista de indicados ao Oscar de Melhor Filme sem apontar um – ou mais filmes – como “ruins” numa análise mais sucinta e pouco recomendada. Embora eu tenha algumas restrições com o indicado Estrelas Além do Tempo deste ano, para mim é inegável que os 9 filmes indicados possuem um refinamento compatível com um “padrão mínimo” de qualidade. Mas, se quem ganha com isso são (ou deveria ser) os estúdios e cinemas com uma hipotética maior facilidade de comercializar os filmes, tem alguém que perde? Na minha opinião, sim, mas depende de como você se enquadra no quesito APRECIADOR-DE-FILMES. A significância do filme para cada pessoa é muito subjetiva (arte, não é mesmo?) e varia conforme inúmeros fatores, mas as probabilidades que um filme limitado em entregar uma fórmula pronta/pouco ousada e bem produzida oferece tendem a ser baixas.

Por isso tudo, a minha lista dos favoritos deste ano destoa na sua ordenação de muitos dos prêmios concedidos, pois embora alguns filmes destes ranqueados por mim apresentem alguns pontuais defeitos, como o momento “quase-vergonha-alheia” de Capitão Fantástico com “Sweet Child’o Mine” ou o moralismo de Mel Gibson de Até o Último Homem, todos esses e a maior parte dos meus favoritos fazem parte daquele grupo de filmes que te deixam a pensar por um bom tempo após os créditos finais, seja por um desconforto com o choque da temática (Moonlight ou A Criada, por exemplo) e da ambientação (The Fits) ou pela complexidade e articulação das ideias (O.J.: Made in America ou Capitão Fantástico) ou ainda por atuações magníficas, como Isabelle Hupert em Elle, atingindo o nível  Daniel Day Lewis de atuação.

Ou, depois disso tudo você ainda considera que o favorito ao Oscar, La La Land: Cantando Estações (um bom filme, diga-se de passagem) terá o mesmo impacto/significado em 5 ou 10 anos? Creio que não.

 

Dito isso, eis os meus preferidos…

  • Melhor Filme: Capitão Fantástico (Captain Fantastic);
  • Melhor Diretor: Anna Rose Holmer por The Fits (The Fits);
  • Melhor Ator: Casey Affleck em Manchester à Beira Mar (Manchester By The Sea);
  • Melhor Atriz: Isabelle Hupert em Elle* – a melhor coisa no ano no quesito atuação!
  • Melhor Ator Coadjuvante: John Goodman em Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane);
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Lily Gladstone em Certas Mulheres (Certain Women)* – Viola Davis é uma excelente atriz, mas não é coadjuvante em Um Limite Entre Nós (Fences);
  • Melhor Filme de Animação: Moana;
  • Melhor documentário: O.J.: Made in America;
  • Melhor Fotografia: Docinho Americano (American Honey);
  • Melhor Canção: City of Stars, La La Land: Cantando Estações (La La Land);
  • Filme(s) mais superestimado(s): Zootopia (Zootopia), A Chegada (Arrival);
  • Piores filmes do ano: Esquadrão Suicida (Suicide Squad), Horizonte Profundo (Deepwater Horizon);

 

…e o Top15 dos filmes de 2016:

15 – Animais Noturnos (Nocturnal Animals) de Tom Ford

14 – Eu, Daniel Blake (I, Daniel Blake) de Ken Loach

13 – A 13ª Emenda (13th) de Ava DuVernay

12 – Divinas (Divines) de Houda Benyamina

11 – Aquarius (Aquarius) de Kleber Mendonça Filho

10 – Moonlight: Sob a Luz do Luar (Moonlight) de Barry Jenkins

9 – Manchester à Beira Mar (Manchester By The Sea) de Kenneth Lonergan

8 – Toni Erdmann (Toni Erdmann) de Maren Ade

7 – A Bruxa (The Witch) de Robert Eggers

6 – O.J.: Made in America (O.J.: Made in America) de Ezra Edelman

5 – A Criada (The Handmaiden) de Park Chan-wook

4 – Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) de Mel Gibson

3 – Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfiel Lane) de Dan Trachtenberg

2 – The Fits (The Fits) de Anna Rose Holmer

1 – Capitão Fantástico (Captain Fantastic) de Matt Ross

 

 

Os melhores filmes de 2015 – A lista

Como o Oscar ocorre no domingo próximo, encerro aqui o ano de 2015 – e não no dezembro passado, como 99% das pessoas, pois muitos filmes de 2015 só chegaram ao Brasil nestes primeiros meses do ano – neste “balanço” cinematográfico.

Se premiações de cinema fossem o espelho para classificar os melhores e não apenas a opinião de um grupo de “formadores de opinião”, eu começaria a me preocupar com o ano de 2015 e com minhas preferências cinematográficas. Dos últimos anos, certamente 2015 foi o ano em que minha lista de melhores destoou mais aos indicados de Oscar, Globos de Ouro e afins.

Dito isso, inegável que as temáticas que trazem as minorias raciais/de gênero/de sexo ao protagonismo foram um dos pontos recorrentes em grande parte da minha lista de melhores (a citar o protagonismo feminino em Mad Max, Acima das Nuvens, Cinco Graças; o protagonismo dos negros em Straight Outta Compton ou Creed e a diversidade sexual em Tangerine, por exemplo).

O segundo e vital ponto da minha lista é a consolidação da importância das animações como obras de alto teor filosófico e contemplativo. O topo da minha lista possui dois exemplares de filosofia da maior qualidade em forma de animação.

Para fechar o breve resumo do ano, é espantoso como tivemos muitas atuações geniais em papeis coadjuvantes (em especial para os atores que, em minha opinião, tem a categoria das premiações disputada em melhor nível), ao contrário e atuações principais que foram mais escassas de genialidade.

Antes da lista, propriamente dita, se eu fosse um dos votantes em premiações nesse ano, meus votos seriam assim:

  • Melhor filme: Divertidamente
  • Pior Filme do Ano: Sob o mesmo céu (Aloha)
  • Melhor diretor: George Miller (Mad Max)
  • Melhor roteiro: Creed – Nascido para Lutar
  • Melhor ator: Leonardo DiCaprio em O Regresso
  • Melhor atriz: Rooney Mara em Carol
  • Melhor ator coadjuvante: Idris Elba em Beasts of No Nation
  • Melhor atriz coadjuvante: Alicia Vikander em A Garota Dinamarquesa
  • Melhor fotografia: O Regresso
  • Melhor animação:  Divertidamente
  • Filmes Mais Superestimados: Sicario, Ex-Machina

A maior prova de um ano com qualidade inegável foi agrupar todos os meus favoritos em uma lista. Portanto, tomei a liberdade de elencar o meus 20 melhores na lista abaixo

20 – Tomorrowland – Um Lugar onde nada é impossível (Tomorrowland), de Brad Bird

19 – Homem Formiga (Ant Man), de Peyton Reed

18 – O Quarto de Jack (Room), de Lenny Abrahamson

17 – Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight), de Tom McCarthy

16 – Os Oito Odiados (The Hateful Eight), de Quentin Tarantino

15 – Anomalisa (Anomalisa), de Charlie Kaufman

14 – Cartel Land, de Matthew Heineman

13 – Creed: Nascido para Lutar (Creed), de Ryan Coogler

12 – Star Wars: O despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens), de JJ Abrams

11 – Tangerine, de Sean Baker

10 – O Menino e o Mundo, de Alê Abreu

9 – Cinco Graças (Mustang), de Deniz Gamze Ergüven

8 – Que Horas Ela Volta, de Ana Muylaert

7 – Straight Outta Compton – A história do N.W.A. (Straight Outta Compton), de F. Gary Grey

6 – Acima das Nuvens (Clouds of Sils Maria), de Olivier Assayas

O Top5:

 

5 – Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road), de George Miller

4 – O pequeno Quinquin (Li’l Quinquin), de Bruno Dumont

3 – Cobain: Montage of a Heck, de Brett Morgan

2 – World of Tomorrow, de Don Hertzfeldt

1 – Divertidamente (Inside Out), de Pete Docter

Os melhores filmes de 2013 – A lista

Pra ser sincero, dia de Oscar é também dia de retrospectiva dos filmes do ano. Desde a premiação do ano passado, da qual Argo fez história, centenas de filmes foram lançados no circuito mundial para apreciação do público e, especialmente, arrecadação aos cofres dos estúdios.

Embora a noite de hoje marque o embate, nas principais categorias (incluindo melhor filme e direção) entre o drama 12 anos de escravidão e a cult  ficção Gravidade, a temporada 2013/14 trouxe outras obras de igual (ou maior) prestígio. O meu palpite para os Oscars desse ano é o de que os dois favoritos se revezem nos principais prêmios, mas a minha lista de melhores do ano vai muito além.

Porém, se comparado aos anos anteriores, desde a safra que tivemos a disputa medíocre entre Quem quer ser um milionário  e O Curioso Caso de Benjamin Button, não tínhamos um ano tão fraco no ponto de vista cinematográfico. Para exemplificar a situação, neste ano não tivemos nenhuma animação de grande destaque (talvez o japonês Wind Rises, que não chegou ao Brasil ainda).

Abaixo a minha lista – a lista das listas:

 

TOP #5 de 2013

 

1 – Antes da Meia-Noite (Before Midnight), de Richard Linklater

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2 – Ela (Her), de Spike Jonze

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3 – Amor Bandido (Mud), de Jeff Nichols

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4 – Rush, de Ron Howard

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5 – Gravidade (Gravity), de Alfonso Cuarón

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– Menções honrosas (ou, “outros bons filmes do ano”):

Nebraska, 12 anos de escravidão, A Grande Beleza, Blue Jasmine, Star Trek: Além da Escuridão, The Spectacular Now, O ato de matar, O lobo de Wall Street, Capitão Philips, Jogos Vorazes: Em chamas, Short Term 12.

– Meus votos:

  • Melhor filme: Antes da Meia-Noite (Before Midnight)
  • Pior Filme do Ano: Kick Ass 2
  • Melhor diretor: Spike Jonze, por Ela (Her)
  • Melhor roteiro:  Antes da Meia-Noite (Before Midnight)
  • Melhor ator: Toni Servillo, por A Grande Beleza (La grande bellezza)
  • Melhor atriz: Cate Blanchet, por Blue Jasmine
  • Melhor ator coadjuvante: Jared Leto, por Dallas Buyers Club (Clube de Compras Dallas)
  • Melhor atriz coadjuvante: Lupita Nyong’o, por 12 Anos de Escravidão (12 years a slave)
  • Melhor elenco em obra cinematográfica:  12 Anos de Escravidão (12 years a slave)
  • Melhor fotografia: Amores Bandidos (Mud)
  • Melhor animação:  /nenhuma/
  • Melhores efeitos especiais: Gravidade
  • Filmes Mais Superestimados:  Trapaça (American Hustle), Os suspeitos (Prisoners).

– Filmes de 2013 com grande potencial mas que eu não assisti (ou, “o mea culpa”):

Asas ao vento (Wind Rises), Blackfish.